Bolo sem glúten na televisão

O bolo de casa recebeu uma camada de sorvete e faz sucesso com as criançasEsta semana foi de correria boa aqui em casa. No dia internacional do Celíaco, 15 de maio, meu filho caçula completou seis anos e aí a mãe teve de ir para a cozinha preparar os bolos. Isso mesmo, os. Um bolo para comemorar na escola e um para comemorar em casa. Mas a festa continua neste fim de semana, pois a madrinha que mora em Minas Gerais vai chegar e, sem dúvida, precisaremos de mais um bolo, claro.

E, como loucura pouca é bobagem, neste sábado (19.05), no programa Revista, que eu apresento na TV Record de Mato Grosso, quem vai para a cozinha sou eu para fazer mais um bolo sem glúten. Farei um de chocolate que é o preferido da criançada.

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Diferença entre alergia e intolerância

Encontrei esta matéria que foi publicada recentemente no Uol e achei interessante partilhar. Percebo que muitos médicos misturam a intolerância com a alergia e colocam tudo num só “balaio”.

um abraço

Aline Romio

04/04/2011 – 07h00

Entenda a diferença entre alergia e intolerância alimentar

Por Cristina Almeida – Especial para o UOL Ciência e Saúde

As alergias aos alimentos são classificadas de acordo com o momento de sua manifestação. Elas podem ser classificadas como “alergia alimentar  imediata” ou “alergia alimentar tardia”. Esta última também é conhecida como alergia escondida, hiperssensibilidade ou intolerância.

Segundo a médica Márcia Carvalho Mallozi, coordenadora do ambulatório de alergia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a alergia imediata é uma reação grave e rápida a determinado alimento, que independe da quantidade ingerida e pode levar à anafilaxia. “É o caso daquelas pessoas que têm alergia a camarão, por exemplo, e nem podem comer um bolinho frito em óleo usado antes para fritar esse crustáceo. Trata-se de uma resposta imunológica, que é mediada pela imunoglobulina E (IgE), com reação imediata, e se manifesta sempre contra uma proteína ou uma molécula ligada a ela”.

Intolerância e alergia ao leite

Algumas pessoas têm alergia ao leite de vaca e seus derivados. Se é uma alergia, isso significa que se trata de uma reação à proteína do leite: a lactose. Isso acontece porque determinadas pessoas não produzem uma enzima denominada lactase, responsável pela absorção dessa proteína. Curiosamente, isso é mais comum entre os adultos do que entre as crianças.

Os sintomas mais comuns da intolerância são sensação de empachamento e diarreia. Já nos casos de alergia imediata, ao entrar em contato com o leite, as consequências possíveis seriam a anafilaxia ou um sangramento intestinal, por exemplo.

O diagnóstico é feito por meio testes de tolerância à lactose, além da medicação de glicemia em jejum e até biopsia intestinal. O tratamento é uma dieta sem lactose (já existem leites com 90% sem lactose). No caso de alergia imediata, o tratamento e prevenção são os mesmos: não ingerir leite nem outro alimento com traços dessa bebida.

Já a intolerância tem reação lenta, é química e determinada por células ou anticorpos diversos da IgE, embora ela também possa estar presente. Em geral é mediada pela Imunoglobulina G (IgG). Os efeitos aparecem após horas ou dias de ingestão repetida de determinado alimento, e podem envolver outras substâncias.

De acordo com o médico alergista e imunologista Attilio Speciani, diretor científico do Servizi Medici Associati (SMA), na Itália, embora esses fenômenos sejam distintos,  suas respostas orgânicas interagem intensamente, contribuindo para aumentar os níveis de inflamação no organismo e, portanto, estimulam manifestações alérgicas que podem levar a alguma dificuldade diagnóstica.  “A intolerância é uma espécie de fenômeno de acúmulo, como se fosse um envenenamento progressivo,  diferente das típicas alergias alimentares”, completa o especialista.

Testes disponíveis

No caso da alergia imediata, além do exame clínico que investigará a presença de sintomas comuns à patologia (pele vermelha, urticária, inchaço do rosto etc), testes de IgE e IgG são feitos para o alimento que se suspeita seja a causa da reação. “Pode ser até que o paciente tenha alergia ao trigo. E então solicitamos um exame para esse agente”, fala Mallozi. E o médico treinado para avaliar o quadro é um alergista ou um gastroenterologista.

E para as intolerâncias? Speciani esclarece que na Itália existem vários testes, mas eles são considerados anticonvencionais. Ele destaca o Recaller Program, exame que integra o IgG e o Syncro Test, capaz de analisar valores elevados de IgG para alguns alimentos específicos.  Combinados, eles permitiriam uma interpretação que considera os grandes grupos alimentares, bem como cada substância isolada. “O resultado indica para o médico a dieta que melhor atenda às necessidades do paciente”, relata Speciani.

O nutricionista clínico Thomas O’Brian, da Instituion for Functional Medicine (EUA), conta que  em seu país também existem vários testes, e eles são capazes de identificar a intolerância ao glúten precocemente e com uma precisão de 90%. “Em breve eles estarão no Brasil”, anuncia.

Indagado sobre a relevância do teste genético, O’Brian afirma que o papel da genética na doença celíaca é claro: “Existem dois genes principais envolvidos: o HLA-DQ2 e o  HLA-DQ8. Quanto à intolerância, apenas, existem outros dois novos genes têm sido identificados com regularidade, e parecem estar associados a muitas manifestações”.

Abstinência

Diante da limitação dos testes no Brasil, Mallozi diz que, na prática, o que se faz é o teste do desencadeamento, isto é, a retirada do alimento suspeito da dieta; depois ele é reintroduzido para ver se há alguma reação.

Na opinião da nutricionista clínica funcional Denise Madi Carreiro, exames são importantes, mas o que funciona é a clínica. “O especialista deve cruzar sintomas com alimentação, e não só o processo reativo aos alimentos”, observa.

Encontrado o problema, a base do tratamento da intolerância é o restabelecimento do equilíbrio da alimentação para melhorar a resposta orgânica. “A abstinência de determinados alimentos pode ser temporária. O que se busca é o estímulo da resposta orgânica por meio do processo nutricional adequado”, explica. “Para muitos médicos, é difícil entender esse caminho, pois eles partem de uma doença que terá uma droga correspondente, no caso, um anti-histamínico”, conclui a nutricionista.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/04/04/entenda-a-diferenca-entre-alergia-e-intolerancia-alimentar.jhtm

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O tempo não para…

Olá!

A correria e a rotina me levaram a dar uma pausa no blog. No entanto, estou retomando as atualizações num momento providencial. Dia 15 de maio é o dia do Celíaco.

O que cada um de nós que temos parentes e amigos com essa doença pode fazer para ajudá-los?

Pense nisso.

Um abraço

Aline Romio

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Dia dos Celíacos – 15 de maio

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Informação. Que venha!

Muito legal essa matéria publicada na revista Pais e Filhos de julho.

Não contém glúten

Seu filho não ganha peso e vive com problemas intestinais? Pode ser doença celíaca, uma intolerância alimentar que impede a criança de comer o tal do glúten, substância presente no trigo, no centeio e em outros cereais

por Cíntia Marcucci, filha de Mariza e Emiliano

Uma diarreia que não se resolve com nada, a criança não ganha peso nem estatura e, por mais nutritiva que sejam suas papinhas e receitas, ela continua com um jeito de quem não come nada. Pode parecer teoria da conspiração, mas o problema pode ser justamente o substancioso pãozinho ou aquele inocente mingau que contém glúten. Você já deve ter reparado nos rótulos dos alimentos as frases “não contém glúten” ou “contém glúten” e deve imaginar que é porque tem gente que não pode ingerir essa substância. Só que poucas pessoas conhecem de fato o problema e como funciona a vida de quem convive com ele. E, sim, mesmo que nem você nem o pai (ou a mãe) tenha nenhum problema, pode ser que um filho venha a ter.

A doença celíaca é de origem genética – você pode portar o gene e não desenvolver nada, mas transmiti-lo a seus descendentes. Ela é uma intolerância alimentar, e os celíacos não podem consumir nada que contenha glúten, uma proteína encontrada no trigo, no centeio, no malte e na cevada. Como não há cura nem medicação, estão cortados para sempre da alimentação a maioria dos pães, massas e biscoitos comuns. Horrível? Num primeiro momento, parece que sim, mas a gente conversou com vários especialistas e garante: com tratamento seguido corretamente, o celíaco tem uma vida completamente normal, sem outras restrições.

Descobrimos também que há várias alternativas culinárias para fazer maravilhosos quitutes sem glúten. Quer um exemplo daqueles que aliviam? Pão de queijo está liberado. Feito com polvilho, que vem da mandioca, não tem nada de glúten na fórmula.

Por mais que ainda seja pouco conhecida, a doença celíaca é mais comum do que parece: nos Estados Unidos afeta uma em cada 130 pessoas, de acordo com matéria publicada na revista Parents. Por aqui, uma pesquisa desenvolvida pela Unifesp em São Paulo, publicada em 2007, analisou 3.000 doadores de sangue saudáveis e avaliou que pelo menos 1 em cada 214 pessoas da amostra tiveram diagnóstico positivo.

Além disso, como os sintomas são bem diversos, e às vezes não são percebidos, tem gente que passa muito tempo, até a vida toda, sem saber que é celíaco. Na maioria dos casos, porém, as manifestações ocorrem ainda na primeira infância. Entre os mais comuns estão aqueles que a gente citou no início da matéria: diarreia, vômitos, crescimento abaixo do normal, barriga inchada e anemia que não se resolve.

Solução na comida
Foi por conta desses sintomas que Péricles Marques, pai de Marcos Vinícius, Tiago e Guilherme, decidiu averiguar o que estava acontecendo com seu filho mais velho. Marcos Vinícius foi diagnosticado como celíaco com 1 ano e meio. Era o início dos anos 80 e seus pais tiveram um trabalhão para adaptar a dieta: era ler rótulo por rótulo em busca de ingredientes que pudessem ter glúten. Tinha pouca coisa especial e as empresas só foram obrigadas a colocar a mensagem “não contém glúten” nos produtos a partir de 1992.

“Foi só começar a dieta que ele ganhou peso, recuperou a cara saudável e tudo. Eu, minha mulher e meus outros filhos fizemos os testes, mas ninguém tem a propensão à doença e não sei de ninguém da família que tivesse sido diagnosticado como celíaco antes”, explica Péricles, que hoje preside a Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra). Um dos trabalhos da associação é auxiliar na divulgação da doença e auxiliar as famílias de crianças e pessoas no primeiro momento em que são diagnosticados.

O chato quando há mais crianças em casa e só uma tem a doença celíaca é que a supervisão precisa ser multiplicada. Além de tomar conta da alimentação do celíaco, é preciso cuidar para que a comida dos outros, com glúten, não se misture. Às vezes, um farelinho de pão comum que fica na faca da manteiga já é o suficiente para furar a dieta e causar uma crise no doente.

Se a criança já está em fase escolar, a dica é colocar um olho na lancheira do filho e outro na dos colegas. Nessa fase é comum o trocatroca de quitutes, e o pequeno não entende ainda por que não pode comer o que todo mundo come. Uma conversa com a professora, pedindo que ela supervisione mais de perto a criança é bem importante. “Uma boa dica é que a mãe tente reproduzir ao máximo o que os amiguinhos comem, com receitas adaptadas ou produtos similares especiais; assim, a criança não se sente isolada”, ensina a nutricionista da Unilever Maria Carla Leoni, filha de Sueli e Umberto.

Embora tenha todos esses cuidados, e a dieta precise ser seguida para sempre, não há nenhum motivo para entrar em pânico. Um celíaco que segue o tratamento continuará saudável e sem grandes complicações.

O que não pode comer
* Trigo
* Centeio
* Cevada
* Malte
* Aveia
Todas as farinhas e alimentos que levam derivados desses cereais são proibidos. Pão comum, macarrão, granola e, para os adultos, bebidas como cerveja e uísque. Além disso, farinhas podem ser usadas na composição de remédios e corantes alimentícios

O que pode comer
* Arroz
* Batata
* Milho
* Mandioca
Os derivados desses alimentos, como macarrão de arroz, polenta, bolo feito de fubá, fécula de batata, maisena e polvilho (como o pão de queijo)

GUIA PRÁTICO

Quais são os principais sintomas?

Diarreias que não se resolvem, pouco ganho ou perda de peso, dificuldade em ganhar estatura, barriga inchada, glúteos atrofiados, anemia. Também podem estar presentes a constipação (intestino preso), osteoporose, aftas e úlceras recorrentes na boca e problemas neurológicos, como autismo e epilepsia.

Com quantos anos ela se manifesta?
Varia muito, há pessoas que só manifestam a doença depois de adultas. Em crianças o mais comum é que se apresente até os 3 anos, depois da introdução de alimentos com glúten, como pão e macarrão, na dieta.

O que a doença faz com o organismo?
O organismo de um celíaco encara o glúten como um inimigo e produz anticorpos contra ele. A proteína, que deveria ser absorvida no intestino, acaba por danificar o intestino delgado e prejudica, então, a absorção de outros nutrientes, como o ferro. Por isso a dificuldade em ganhar peso e a anemia.

Que médico procurar?
Ao perceber algum dos sintomas, o primeiro passo é procurar o pediatra, mas não se deve retirar os alimentos com glúten até que seja confirmada a doença celíaca.

Como são os exames?
Primeiro é feito um exame de sangue. Com resultado positivo, deve-se procurar um gastroenterologista, que indicará a realização da biópsia do intestino delgado para confirmar.

Qual deve ser a manutenção?
Os profissionais adequados para companhar o celíaco são o gastroenterologista pediátrico ou clínico e o nutricionista.

Quais os cereais e derivados proibidos?
Trigo, centeio, cevada, malte e aveia. Todas as farinhas e alimentos que levam derivados desses cereais são proibidos.

Existe uma quantidade permitida de glúten?
Não. Embora cada organismo reaja de uma maneira, qualquer mínimo farelo de glúten pode fazer o celíaco passar mal.

Quem deve ser testado para a doença?
Os parentes de primeiro grau tem de 6% a 10% de chances de desenvolver a doença. Por isso, pais, irmãos e filhos devem ser testados, para indicar a predisposição genética e avaliar a necessidade de acompanhamento de cada um, já que a doença pode ser silenciosa e aparecer em qualquer fase da vida. Outros grupos de risco para desenvolverem a doença celíaca são aqueles que apresentam síndrome de Down, síndrome de Turner e doenças auto-imunes.

Há riscos maiores para os celíacos de ter alguma outra doença?
Quando não seguem a dieta corretamente, os celíacos têm mais riscos de desenvolver câncer no intestino, osteoporose, doenças autoimunes, problemas de tireoide e, já na fase adulta, abortos de repetição e esterilidade.

Onde encontro produtos especiais?
Nas lojas de produtos naturais, como a Mundo Verde (www.mundoverde.com.br), e na Casa Santa Luzia (www.santaluzia.com.br), em São Paulo, onde há uma seção só com pães e massas especiais sem glúten. O Centro de Nutrição Orientada Emex (www.emex.com.br), também em São Paulo, monta kits especiais para diversas restrições alimentares.

Onde procurar informações e ajuda
Fenacelbra www.doencaceliaca.com.br
Acelbra-SP www.acelbra.org.br

Consultores: * Maria Carla Leone, filha de Sueli e Umberto, nutricionista, tel.: (11) 3526-4525 (11) 3526-4525      * Péricles Marques, pai de Marcos Vinícius, Tiago e Guilherme, presidente da Associação dos Celíacos do Brasil Acelbra- SP www.acelbra.org.br * Vera Lucia Sdepanian, filha de Maria e Alberto, Gastroenterologista Pediátrica, pesquisadora de doença celíaca da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), tel.: (11) 5572-6751 (11) 5572-6751    

Confira algumas receitas sem glúten:
TORTA SALGADA 
Ingredientes: 
5 ovos
1 ½ xícara (chá) de óleo
½ xícara (chá) de leite
100grs. de queijo ralado
2 xícaras( chá) de creme de arroz ou farinha preparada
1 ½ colher ( sopa) de fermento 
Modo de preparo:
Bater tudo no liquidificador e colocar metade da massa na assadeira untada e polvilhada. Colocar o recheio à gosto : frango com requeijão, atum, sardinha, queijo e presunto picadinho, etc. Na massa restante acrescentar 1 ovo e 50 grs. de queijo ralado. Bater e despejar por cima do recheio. Assar em forno quente.

COCADINHA DA VOVÓ 
Ingredientes: 
1 prato cheio de coco ( natural ) ralado;
1 lata de leite condensado;
1 lata ( use como medida a lata de leite condensado ) de açúcar;
1 colher ( de sopa ) de margarina, para untar;  
Modo de preparo:
Coloque todos os ingredientes ( menos a margarina ) em uma panela e leve ao fogo. Mexa sem parar até desgrudar totalmente da panela. Untar com a manteiga uma assadeira ou mesmo a pia da cozinha (se for de mármore), despeje a cocada e deixe esfriar. Corte-as em forma de losango.
Fonte: ACELBRA

Fonte: <http://www.revistapaisefilhos.com.br/saude-ate12/527/nao-contem-gluten>

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Que legal! Valeu pela iniciativa

Chico Geraes fará lançamento de produtos sem glúten

 Grande inovador e incentivador do segmento de alimentação, Francisco Mendonça reunirá 80 pessoas para o evento de lançamento de sua linha de produtos sem glúten, no Empório Bahamas

 

No dia 26 de agosto, às 19 horas, a Chico Geraes – Alimentos Finos fará o lançamento oficial da sua “linha de produtos sem glúten”. O diretor da empresa, Francisco Mendonça, receberá os convidados no Espaço Gourmet, da Loja Empório Bahamas, na Avenida Rio Branco, 2.872, Centro de Juiz de Fora, MG.

 A empresa, que atua há mais de 16 anos no segmento de alimentação, reunirá um grupo de 80 pessoas, entre nutricionistas, empresário do setor, formadores de opinião, e pessoas da sociedade em geral. Na ocasião, a Chico Geraes servirá como “entrada” os canapés montados nas Quadraletes de Mandioca, Crecks e Palitos. E, como prato quente, o grande sucesso do momento: a Lasanha e o Nhoque. As pastas, queijos e demais condimentos serão produtos comercializados pelo Bahamas.

Todos os alimentos que serão servidos para degustação são isentos de glúten, uma necessidade do mercado para as pessoas que tem total rejeição desta proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Um, a cada 180 brasileiros, apresenta este problema, conhecido como doença celíaca.

Rua Bernardo Mascarenhas, 829 | Mariano Procópio | Juiz de Fora – MG, 36080-000 | (32) 3215-9191  

 

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Matéria sobre intolerância ao glúten

Valeu pois ajuda a difundir a questão. Mas ficou parecendo que eu mesma foi quem diagnosticou o problema depois de ler um livro. Na verdade o médico gastroenterologista que fez o diagnóstico me emprestou um livro para me “achegar” mais sobre o assunto, receitas…

Viva Bem de 05 de agosto de 2010.

Intolerância ao glúten

Dominique Romio, 6, nasceu de parto normal e sua alimentação até os seis meses de vida era somente leite materno. Após incluir papinha e frutas no seu cotidiano, a mãe, a jornalista Aline Romio, começou a notar algumas mudanças no organismo. “Ela apresentava diarréia, vomitava frequentemente e chorava com dor de garganta. Também não absorvia as vitaminas dos alimentos e com isso, começou a apresentar o quadro de anemia”, conta.

A doença avançava a passos largos e nenhum diagnóstico era concreto. Quando Dominique completou um ano e dois meses, Aline conheceu um livro que esclarecia muitas dúvidas sobre a doença celíaca e associou imagens aos sintomas que sua filha apresentava. “Além das frequentes crises de vômito, ela apresentava manchas pela pele, barriga inchada e perda de peso”, esclarece a mãe.

Conforme a nutricionista Virgínia Nascimento, é possível levar uma vida normal quando se é portador da doença celíaca. “O principal agressor da doença são os alimentos que contém glúten. Portanto, devem ser excluídos da alimentação trigo, aveia, centeio, malte, cevada e seus derivados como biscoito pão, massas”, enfatiza.

São os cuidados que a jornalista têm até hoje com a alimentação da filha. “Substui o macarrão convencional por aquele com adição de arroz. A Dominique também se atenta a ler os rótulos dos alimentos para verificar se têm ou não glúten. O meu filho mais novo, também segue a dieta da alimentação sem glúten juntamente com a irmã para incentivá-la”, diz Aline, lembrando que na escola da filha, as refeições são preparadas com produtos sem adição do glúten.

Outras substâncias proibidas para os celíacos são bebidas alcoólicas como cerveja e uísque, chocolates, doces, achocolatados, salgados como pastéis, empadas e até sopas prontas. Hoje, por força de lei, é obrigatório que todos os alimentos tenham no rótulo da embalagem a informação sobre presença ou não de glúten.

A especialista explica que o diagnóstico prévio pode ser feito com a retirada dos alimentos, seguida de exame de sangue e biópsia para avaliação da extensão das sequelas da mucosa intestinal. “Já o tratamento se baseia na retirada dos alimentos com glúten (dieta) e paralelamente melhora a absorção de nutrientes. É importante se alimentar também com produtos com menor exigência na digestão. Os que têm pouca gordura e sem lactose são ideais”, aconselha.

Com a retirada do glúten cessam os principais sintomas mas, se a retirada for tardia, algumas sequelas podem surgir. “A persistência das crises pode conduzir a doenças mais graves como anemias, perda de peso, má absorção de cálcio que gera osteopenia e osteoporose. Em algumas situações também são citados casos de câncer”, conclui a médica.

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