CARTA DE PORTO ALEGRE e as ACELBRAs

CARTA DE PORTO ALEGRE
Elaborada pelas Associações de Celíacos do Brasil.

Os dirigentes e representantes das associações de Celíacos do Brasil reunidos em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, nos dias 18 e 19 de setembro de 2004, durante o II Congresso Nacional de Celíacos e IV Encontro Nacional de Associações e Grupos de Celíacos, considerando que:

O aumento crescente na prevalência da doença celíaca, patologia na qual a cada dia se identificam novas correlações positivas com outras doenças de elevada prevalência nos cidadãos brasileiros, em especial as auto-imunes e que o seu diagnóstico tardio implica em seqüelas irreversíveis ou até mesmo óbito.

As principais patologias a ela associadas são: diabetes, doenças tireoidianas, síndrome de down. A anemia, prevalente em mais de 50% da população brasileira é uma importante conseqüência da doença celíaca, assim como a osteoporose, a dermatite herpetiforme, baixa estatura, infertilidade, aborto espontâneo e câncer do trato gastrointestinal.

A condições clínicas acima citadas podem ser totalmente evitadas caso sejam diagnosticadas precocemente e com a instituição de tratamento que consiste apenas na retirada do glúten na dieta do celíaco, evitando assim internações, consultas, medicamentos, exames outros desnecessários acarretando maior ônus para paciente que, ainda, perde qualidade de vida e para o SUS.

A ineficiência do Sistema Único de Saúde – SUS em diagnosticar a doença celíaca no país visto que a ACELBRA conta com milhares de inscritos e, segundo últimos dados científicos esta patologia pode acometer em torno de 270.000 habitantes, segundo dados de Gandolfi et al (2000) obtidos em triagem inicial com testes bioquímicos de transglutaminase em banco de sangue de doadores. Vale ressaltar que esta população é considerada “sadia” por não apresentar sinais clínicos de patologias e negatividade em provas sorológicas, as de rotina em bancos de sangue humano negativas. A deficiência no diagnóstico ocorre por inexistência de testes diagnósticos específicos e falta de capacitação dos profissionais de saúde.

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