Matéria sobre intolerância ao glúten

Valeu pois ajuda a difundir a questão. Mas ficou parecendo que eu mesma foi quem diagnosticou o problema depois de ler um livro. Na verdade o médico gastroenterologista que fez o diagnóstico me emprestou um livro para me “achegar” mais sobre o assunto, receitas…

Viva Bem de 05 de agosto de 2010.

Intolerância ao glúten

Dominique Romio, 6, nasceu de parto normal e sua alimentação até os seis meses de vida era somente leite materno. Após incluir papinha e frutas no seu cotidiano, a mãe, a jornalista Aline Romio, começou a notar algumas mudanças no organismo. “Ela apresentava diarréia, vomitava frequentemente e chorava com dor de garganta. Também não absorvia as vitaminas dos alimentos e com isso, começou a apresentar o quadro de anemia”, conta.

A doença avançava a passos largos e nenhum diagnóstico era concreto. Quando Dominique completou um ano e dois meses, Aline conheceu um livro que esclarecia muitas dúvidas sobre a doença celíaca e associou imagens aos sintomas que sua filha apresentava. “Além das frequentes crises de vômito, ela apresentava manchas pela pele, barriga inchada e perda de peso”, esclarece a mãe.

Conforme a nutricionista Virgínia Nascimento, é possível levar uma vida normal quando se é portador da doença celíaca. “O principal agressor da doença são os alimentos que contém glúten. Portanto, devem ser excluídos da alimentação trigo, aveia, centeio, malte, cevada e seus derivados como biscoito pão, massas”, enfatiza.

São os cuidados que a jornalista têm até hoje com a alimentação da filha. “Substui o macarrão convencional por aquele com adição de arroz. A Dominique também se atenta a ler os rótulos dos alimentos para verificar se têm ou não glúten. O meu filho mais novo, também segue a dieta da alimentação sem glúten juntamente com a irmã para incentivá-la”, diz Aline, lembrando que na escola da filha, as refeições são preparadas com produtos sem adição do glúten.

Outras substâncias proibidas para os celíacos são bebidas alcoólicas como cerveja e uísque, chocolates, doces, achocolatados, salgados como pastéis, empadas e até sopas prontas. Hoje, por força de lei, é obrigatório que todos os alimentos tenham no rótulo da embalagem a informação sobre presença ou não de glúten.

A especialista explica que o diagnóstico prévio pode ser feito com a retirada dos alimentos, seguida de exame de sangue e biópsia para avaliação da extensão das sequelas da mucosa intestinal. “Já o tratamento se baseia na retirada dos alimentos com glúten (dieta) e paralelamente melhora a absorção de nutrientes. É importante se alimentar também com produtos com menor exigência na digestão. Os que têm pouca gordura e sem lactose são ideais”, aconselha.

Com a retirada do glúten cessam os principais sintomas mas, se a retirada for tardia, algumas sequelas podem surgir. “A persistência das crises pode conduzir a doenças mais graves como anemias, perda de peso, má absorção de cálcio que gera osteopenia e osteoporose. Em algumas situações também são citados casos de câncer”, conclui a médica.

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